
Resumo
- Rússia determinou a pré-instalação do mensageiro russo Max em todos os celulares e tablets vendidos no país a partir de 1º de setembro.
- Medida integra a estratégia do governo de substituir serviços ocidentais, incluindo a instalação obrigatória da RuStore até mesmo em iPhones.
- A regra afeta fabricantes como Xiaomi, Realme, Samsung e Apple e aumenta a pressão sobre WhatsApp e Telegram.
O governo russo determinou que o Max, aplicativo de mensagens russo, seja pré-instalado em todos os celulares e tablets vendidos no país a partir de 1º de setembro. A medida, anunciada nessa quinta-feira (21/08), é mais uma tentativa de Moscou em promover alternativas locais a serviços populares controlados por empresas ocidentais, como o WhatsApp, em linha com o que a China faz com o WeChat.
A decisão amplia uma lei já existente na Rússia, que obriga a pré-instalação de softwares nacionais nos eletrônicos. A inclusão do Max na lista de apps obrigatórios ocorre em meio a crescente pressão regulatória sobre as plataformas estrangeiras.
A nova regra deve impactar diretamente as fabricantes que atuam no mercado russo. Hoje, o cenário é dominado por marcas chinesas como Xiaomi, Tecno e Realme, mas ainda conta com forte presença da Samsung e Apple, segundo o jornal Izvestia.
O que é o Max?


O Max é um mensageiro desenvolvido pela VK, originalmente VKontakte, a mesma empresa de tecnologia controlada pelo Estado que opera a maior rede social do país, uma espécie de Facebook russo. Segundo o governo, o app funcionará como um canal oficial de comunicação, integrado a serviços públicos.
Apesar da promoção estatal, o aplicativo pode ter algumas controvérsias. Segundo a Reuters, críticos e opositores já afirmam que o governo russo poderia usar o Max como uma ferramenta de vigilância para monitorar os usuários.
A mídia estatal, por outro lado, nega as acusações e argumenta que o app solicitaria menos permissões de acesso aos dados do que os concorrentes WhatsApp e Telegram (app criado pelos irmãos Nikolai e Pavel Durov, mesmos fundadores da VK, mas que opera de forma independente).
Pressão sobre outros mensageiros
O WhatsApp e o Telegram são os dois mensageiros mais populares da Rússia. Mas, no início de agosto, o governo começou a restringir algumas chamadas nos dois aplicativos, acusando as plataformas de não cooperarem com as autoridades em investigações de fraude e terrorismo.
A ordem para pré-instalar o Max não veio sozinha. De acordo com a Reuters, o governo russo também determinou no mesmo comunicado que a RuStore, loja de aplicativos local, seja pré-instalada em dispositivos da Apple a partir de setembro — obrigação já imposta ao Android.
Além disso, a partir de janeiro de 2026, todas as smart TVs vendidas no país deverão possuir o aplicativo Lime HD TV, que oferece acesso a canais de TV estatais.
Com informações da Reuters
Rússia determina instalação obrigatória de aplicativo concorrente do WhatsApp em todos os dispositivos • Tecnoblog

Resumo
- A Rússia exigiu a pré-instalação do mensageiro russo Max em todos os smartphones e tablets comercializados no território a partir de 1º de setembro.
- Essa ação faz parte do plano do governo de substituir serviços ocidentais, incluindo a instalação obrigatória da RuStore, até mesmo em iPhones.
- A medida afeta fabricantes como Xiaomi, Realme, Samsung e Apple, intensificando a pressão contra WhatsApp e Telegram.
O governo da Rússia anunciou que o aplicativo de mensagens local, Max, deverá estar pré-instalado em todos os smartphones e tablets vendidos no país a partir do dia 1º de setembro. Essa determinação, feita pública na quinta-feira (21/08), representa mais um esforço de Moscou para promover soluções nacionais em substituição a aplicativos estrangeiros amplamente usados, como o WhatsApp, em um movimento similar ao adotado pela China com o WeChat.
Essa decisão amplia uma legislação já vigente na Rússia que obriga a presença prévia de softwares produzidos localmente em dispositivos eletrônicos. A inclusão do Max na lista de apps obrigatórios ocorre num momento de crescente fiscalização regulatória sobre plataformas estrangeiras.
A nova política deverá impactar diretamente as fabricantes que atuam no mercado russo. Atualmente, o mercado é majoritariamente dominado por marcas chinesas como Xiaomi, Tecno e Realme, mas ainda conta com forte participação da Samsung e da Apple, conforme reportado pelo jornal Izvestia.
O que é o Max?


O Max é um aplicativo de mensagens criado pela VK, anteriormente conhecida como VKontakte, empresa de tecnologia estatal responsável pela maior rede social da Rússia, semelhante ao Facebook. Segundo autoridades russas, o app servirá como um canal oficial de comunicação, integrado a serviços governamentais.
Apesar do apoio oficial, o Max pode gerar controvérsias. De acordo com a Reuters, críticos e opositores alegam que o governo poderia usar o aplicativo para monitorar usuários, configurando um instrumento de vigilância.
Por outro lado, a mídia estatal rejeita tais acusações, declarando que o Max exige menos permissões para acessar dados dos usuários em comparação com concorrentes como WhatsApp e Telegram (este último fundado pelos mesmos irmãos Nikolai e Pavel Durov, também criadores da VK, porém operando de maneira independente).
Pressão sobre outros mensageiros
WhatsApp e Telegram são os dois aplicativos de mensagens mais usados na Rússia. Contudo, no começo de agosto, as autoridades começaram a limitar certas ligações feitas por essas plataformas, sob a justificativa de que os serviços não colaboram com investigações ligadas a fraudes e terrorismo.
A exigência para pré-instalar o Max veio acompanhada de outra determinação: segundo a Reuters, o governo russo também impôs que a RuStore, loja de aplicativos local, seja pré-instalada em dispositivos Apple a partir de setembro – uma obrigatoriedade já vigente para aparelhos Android.
Ademais, a partir de janeiro de 2026, todas as smart TVs comercializadas no país terão que vir com o app Lime HD TV instalado, por meio do qual se pode acessar canais estatais de televisão.
Informações obtidas com a Reuters