Empresas de benefícios entram no Cade contra iFood • Tecnoblog


Resumo
  • A ABBT voltou a acionar o Cade contra o iFood, acusando favorecimento do próprio cartão de benefícios na plataforma.
  • A denúncia cita cupons, assinaturas do Clube iFood e vantagens para empresas que adotam o iFood Benefícios.
  • Em 2022, o Cade arquivou inquérito semelhante por falta de indícios de práticas anticompetitivas.

Empresas de vantagens recorrem ao Cade contra iFood • Tecnoblog

Resumo
  • A ABBT voltou a apresentar queixa ao Cade contra o iFood, acusando favorecimento do seu próprio cartão de benefícios na plataforma.
  • A denúncia menciona cupons, assinaturas do Clube iFood e benefícios para companhias que adotam o iFood Benefícios.
  • Em 2022, o Cade encerrou inquérito semelhante por ausência de evidências de ações anticompetitivas.

A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) voltou a levar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) novas denúncias contra o iFood, desta vez envolvendo o iFood Benefícios.

Essa organização representa grandes nomes do setor, como Alelo, Pluxee (antiga Sodexo), Ticket e VR. Essa é a segunda investida do grupo contra o iFood perante o Cade — o primeiro processo foi arquivado.

Quais são os argumentos da ABBT?

As companhias afirmam que o iFood privilegia seus próprios cartões beneficiários na plataforma de entregas, causando prejuízo a outras bandeiras. Um exemplo citado é a oferta de cupons de desconto e assinaturas do Clube iFood para usuários do iFood Benefícios.

A ABBT também denuncia que o iFood concede benefícios dentro da plataforma para empresas que contratam o iFood Benefícios para seus colaboradores.

O coletivo aponta duas situações específicas: a um canal de TV, o iFood teria ofertado assinatura gratuita do Clube iFood para cada funcionário, cinco cupons mensais com 25% de desconto e cupons para frete grátis. Para a Petrobras, a oferta incluiu seis cupons mensais de R$ 20, um cupom mensal de R$ 50 e cinco cupons de 25% de desconto mensais.

Na linguagem técnica, tais ações configurariam self-preferencing (favorecimento próprio) e subsídios cruzados. A ABBT alerta que o ecossistema do iFood pode gerar riscos sistêmicos para o mercado de benefícios.

Posicionamento do iFood

Questionado pelo Tecnoblog, o iFood enviou o seguinte comunicado:

O iFood reforça seu compromisso com a transparência e colaboração junto à autoridade antitruste. A empresa respondeu a todas as solicitações do Cade e forneceu ativamente informações para dar suporte a esta investigação, cujo escopo maior já foi arquivado. Quanto ao único ponto ainda em análise, o iFood reafirma que não discrimina vales-benefício concorrentes em sua plataforma. A empresa permanece disponível e trabalhará para o encerramento definitivo da investigação.

Recordando o caso de 2022

Em maio de 2022, a ABBT apresentou uma queixa ao Cade contra o iFood em razão do iFood Benefícios. Na época, o coletivo acusou a empresa de entregas de favorecer sua própria bandeira de benefícios, fundamentando-se em três pontos principais:

  • A plataforma teria capacidade para criar perfis de consumo baseados em dados coletados.
  • A empresa concederia descontos mais vantajosos do que os praticados pelo mercado, além de cashback e prazos maiores para pagamento.
  • O aplicativo priorizaria o cartão iFood Benefícios em detrimento dos concorrentes.

Em outubro de 2022, a Superintendência Geral do Cade decidiu arquivar o processo, alegando falta de indícios que comprovassem práticas anticompetitivas.

Conteúdo baseado em informações da Folha de S.Paulo

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